1917 – Diploma-se na Escola Normal (Instituto de Educação). Dedica-se ao magistério com amor. Seu interesse pelos rumos da Educação no país é constante. Defende as idéias do professor Anísio Teixeira em prol de uma Nova Escola na coluna do jornal A Manhã.
1919 – O primeiro livro de versos, Espectros, recebe elogios de críticos como João Ribeiro.
1922 – Casa-se com Fernando Correia Dias, artista plático português.
1924 – Escreve Criança, meu amor, adotado nas escolas públicas municipais.
1930-1934 – Desenvolve intensa atividade jornalística. Dirige uma página diária sobre Educação no Diário de Notícias. Não poupa críticas ao Governo de Getúlio Vargas, em defesa de um novo modelo educacional.
1934 – Passa a dirigir o Instituto Infantil, no Pavilhão Mourisco, em Botafogo. Com a colaboração do marido, cria a primeira Biblioteca Infantil da cidade. Neste mesmo ano viaja ao exterior, acompanhada do Correia Dias. Visita Portugal, onde desenvolve intensa atividade cultural , proferindo conferências e palestra em universidades de Lisboa e Coimbra.
1935 – Passa a lecionar Literatura Brasileira na recém fundada Universidade do Distrito Federal (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro). Seu marido se suicida e deixa Cecília com três filhas para criar.
1936-1939 – As dificuldades econômicas lhe exigem muito trabalho. Ministra cursos de Técnica e Crítica Literária; sobre Literatura comparada e Literatura Oriental. Escreve regularmente nos jornais A Manhã, Correio paulistano e A Nação. E ainda trabalha no departamento de Imprensa e propaganda como responsável pela revista Travel in Brazil.
1938 – O livro Viagem recebe o Prêmio Poesia da Academia Brasileira de Letras.
1939 – Viagem é publicado em Portugal. Trata-se do primeiro grande livro da poeta. Reúne 84 poemas e 13 epigramas, simetricamente intercalados.
1940 – Volta aos Estados Unidos. Leciona Literatura e Cultura Brasileiras, na Universidade do Texas. Faz conferências sobre literatura, folclore e educação no México.
1942 – Publica Vaga Música. No jornal A Manhã escreve importantes estudos sobre folclore infantil.
1944 – Visita o Uruguai e a Argentina. Cecília Meireles é dos primeiros intelectuais brasileiros a estreitar relações com escritores hispano-americanos.
1945 – Publica Mar Absoluto. Retorna aos temas definitivos: mar e solidão. M
uda-se com a família para a casa do Cosme Velho, onde vive até o fim de seus dias.
1948 – É tratada como especialista pela Comissão Nacional de Folclore.
1949 – Mais um livro: Retrato natural, que apresenta uma poesia mais moderna e despojada.
1951 – Publica Amor em Leonoreta.
1952 – Recebe o Grau de Oficial da Ordem do Mérito , do Chile. É sócia do Gabinete Português de leitura e do Instituto Vasco da Gama, de Goa, Índia. Lança Doze noturnos de Holanda & O Aeronauta.
1953 – Sai afinal publicado o Romanceiro da Inconfidência, sua obra maior. Neste mesmo ano é convidada pelo primeiro ministro Nehru para o simpósio sobre a obra de Gandhi, na Índia, e recebe o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Deli. Compõe os Poemas escritos na Índia e da passagem pela Itália nascem os Poemas italianos.1956 – Publica Canções.
1958 – Conferência em Israel. Visita aos lugares santos. Sua Obra Poética é publicada pela Editora José Aguilar.
1960 – Edição de Metal Rosicler.Acentua-se a presença da temática da morte.
1963 – Solombra, último livro publicado em vida, aprofunda a extrema melancolia e o sentimento de partida “dos litorais humanos”. 1964 – Prepara um poema épico-lírico para as comemorações do quarto centenário do Rio de Janeiro, cidade que a viu nascer e que a acolherá para a eternidade.
1965 – A morte não encerra a grandiosa biografia da maior poetisa brasileira. No ano em que a cidade do Rio de Janeiro comemorava o seu Quarto Centenário, a Academia Brasileira confere-lhe o Prêmio Machado de Assis. Seus inéditos continuam a ser publicados.
http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/catalogo/cecilia_vida.htm

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