sábado, 13 de agosto de 2011

Conquitas de Cecília Meireles


1910 Recebe seu primeiro prêmio das mãos do poeta Olavo Bilac, então Inspetor Escolar do Distrito Federal. Uma medalha de ouro, com nome gravado, por ter feito todo o  curso primário com “distinção e louvor".
1917 Diploma-se na Escola Normal (Instituto de Educação). Dedica-se ao magistério com amor. Seu interesse pelos rumos da Educação no país  é constante. Defende as idéias do professor Anísio Teixeira em prol de uma Nova Escola na coluna do jornal A Manhã.
1919 O primeiro livro de versos, Espectros, recebe elogios de críticos como João Ribeiro.
1922 Casa-se com Fernando Correia Dias, artista plático português.
1924 Escreve Criança, meu amor, adotado nas escolas públicas municipais.
1930-1934 Desenvolve intensa atividade jornalística. Dirige uma página diária  sobre Educação no Diário de Notícias. Não poupa críticas ao Governo de Getúlio Vargas, em defesa de um novo modelo educacional.
1934 Passa a dirigir  o Instituto Infantil, no Pavilhão Mourisco, em Botafogo. Com a colaboração do marido, cria a primeira Biblioteca Infantil da cidade. Neste mesmo ano viaja ao exterior, acompanhada do Correia Dias. Visita Portugal, onde desenvolve intensa atividade cultural , proferindo conferências e palestra em universidades de Lisboa e Coimbra.
1935Passa a lecionar Literatura Brasileira  na recém fundada Universidade do Distrito Federal (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro). Seu marido se suicida e deixa Cecília com três filhas para criar.
1936-1939 As dificuldades econômicas lhe exigem muito trabalho. Ministra cursos  de Técnica e Crítica Literária; sobre  Literatura comparada e Literatura Oriental. Escreve regularmente  nos jornais A Manhã, Correio paulistano e A Nação. E ainda trabalha no departamento de Imprensa e propaganda como responsável pela revista Travel in Brazil.
1938 O livro Viagem recebe o Prêmio Poesia da Academia Brasileira de Letras.
1939 Viagem é publicado em Portugal. Trata-se do primeiro grande livro da poeta. Reúne  84 poemas e 13 epigramas, simetricamente intercalados.
1940 Volta aos Estados Unidos. Leciona Literatura  e Cultura Brasileiras, na Universidade do Texas. Faz conferências sobre literatura, folclore e educação no México.
1942 Publica Vaga Música. No jornal A Manhã escreve  importantes estudos sobre folclore infantil.
1944Visita o Uruguai e a Argentina. Cecília  Meireles é dos primeiros intelectuais brasileiros a estreitar relações com escritores hispano-americanos.
1945 Publica Mar Absoluto. Retorna aos temas definitivos: mar e solidão. M
uda-se com a família para a casa do Cosme Velho, onde vive até o fim de seus dias.
1948 É tratada como especialista pela Comissão Nacional de Folclore.
1949 Mais um livro: Retrato natural, que apresenta  uma poesia mais moderna e despojada.
1951 Publica Amor em Leonoreta.
1952 Recebe o Grau de Oficial da Ordem do Mérito , do Chile. É sócia do Gabinete Português de leitura e do Instituto Vasco da Gama, de Goa, Índia.  Lança Doze noturnos de Holanda & O Aeronauta.                                                                                               
1953 Sai afinal publicado o Romanceiro da Inconfidência, sua obra maior. Neste mesmo ano é convidada pelo primeiro ministro Nehru para o simpósio sobre a obra de Gandhi, na Índia, e recebe o título Doutor Honoris Causa pela Universidade de Deli. Compõe os Poemas escritos na Índia e da passagem pela Itália nascem os Poemas italianos.
1956 Publica Canções.
1958 Conferência em Israel. Visita aos lugares santos. Sua Obra Poética é publicada pela Editora José Aguilar.
1960 Edição de Metal Rosicler.Acentua-se a presença da temática da morte.
1963 Solombra, último livro publicado em vida, aprofunda a extrema melancolia e o sentimento de  partida “dos litorais humanos”.
1964 Prepara um poema épico-lírico para as comemorações do quarto centenário do Rio de Janeiro, cidade que a viu nascer e que a acolherá para a eternidade.
1965 A morte não encerra a grandiosa biografia da maior poetisa brasileira.  No ano em que a cidade do Rio de Janeiro comemorava o seu Quarto Centenário, a Academia Brasileira  confere-lhe o Prêmio Machado de Assis. Seus inéditos continuam a ser publicados.


 http://www.amulhernaliteratura.ufsc.br/catalogo/cecilia_vida.htm

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